quinta-feira, 12 de novembro de 2009

3

"No destino (ou missão de vida) significa sobretudo auto-expressão e criatividade. “Terá uma facilidade de auto expressão muito grande, como já foi dito por isso escreva, fale, enfim utilize esse potencial criador pois foi destinado a ser portador de alegria para o mundo. Cultive as amizades e ajude outros a ficarem com boa disposição.A vida para um destino número 3 deverá ser expansiva e recheada de boas oportunidades de sucesso se desenvolver os seus poderes criadores. Então atingirá a ostentação e o belo ambiente que almeja a sua alma.Evite os traços negativos como o autoritarismo a presunção o pessimismo o sarcasmo e o cinismo.”

Partilhar

Em jeito de partilha aprendo a partilhar aquilo que não tenho
que se chama egoísmo
aprendo a pensar como os demais
e a ser mais
a ser rude
a ser trouxa como todos os outros cinicos laicos que me rodeiam
e se a vida me premeia com dádivas infindáveis
porque não aproveitar?

...amores invejáveis,
tesouros escondidos,
bestas afáveis
de loiça...
...partidos...

tirem-me a luz do quarto
e eu adormeço
tirem-me o cansaço
e eu desfaleço
tirem -me o sorriso fingido
e façam-me chorar
tirem-me a ponta dos dedos
e eu deixarei de partilhar...

GR

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O regresso do amor

Onde vais? - perguntei eu com o sobrolho franzido
Encolheste os ombros em jeito de pausa dúbia e não falaste...
Onde vais? - voltei a perguntar com um tom um pouco mais alto
Não sei - disseste.
Como não sabes? - indaguei-te com ar de lobo mau
Não sei mesmo, juro - disseste com ar de anjo
Mas voltas?
Talvez?
Achas que voltas?
Sim. - disseste afirmativamente
Então eu espero por ti. - disse eu com um sorriso pequenino...
Está bem - disse-me enquanto caminhava tocando com os dedos no chão e benzendo-se a cada passo que dava sem olhar para trás...


Nunca mais regressou de onde não sei para onde foi...

...porque nunca saiu de dentro de mim...

Guilherme

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Obrigado...

"...Ela estava mesmo junto a mim, os olhos azuis tinham descido sobre os meus lábios e eu sentira, pouco a pouco, que o que dizia se dissolvera na própria respiração que me mantinha vivo, os lábios dela aproximaram-se, os olhos fixos nos meus lábios, e senti-os tocarem-me o rosto levemente e depois os lábios..."

"Lisbon Song"
António Mega Ferreira

quinta-feira, 30 de julho de 2009

o bater do teu coração

um dia nao acreditei em mais nada senão naquilo que via com meus dois olhos...um dia não ouvi mais nada senão o que ouvia com meus dois ouvidos...um dia não falei...simplesmente ouvi...um dia não contei as horas, simplesmente as senti...um dia ouvi um bater de um coração ...que não era o meu...

Se por cada pedra da calçada eu desenhasse uma lua
sentia que todas as pedras da calçada iriam ganhar vida
se por cada esquina rabiscada com o desenho dessa mão tão só tua
eu passasse indiferente,
perderia um minuto de vida por cada passo que não desse em frente
se por cada despertar ruidoso de tremores de terra em mim
eu acordasse já cansado
não teria tempo para pensar em mais nada senão no menos que bom
que seria "assim assim"!
e se eu não levasse a sério nada do que os meus olhos vêem que meu ouvidos ouvem e que o meu silêncio prometeu...
perguntava então esgueirando-me por entre portas semi cerradas,
de quem é então esse coração?

é teu.


Guilherme

terça-feira, 28 de julho de 2009

Apoplexia da ideia

"acho que é nesse autocarro que vais. onde espero pelo rasgar dos botões
no abismo do tecido. e a estrada roda e morde como se estivesses aqui.
e o braço dói, como tu sabes, quando o tempo muda. acho que é nesse
autocarro que vais. e fico a pensar se me ouves quando por nada dizer
tudo se conhece. acho mesmo que é nesse autocarro que vais.
mas se não for não importa. a verdade há-de falar da generosidade
do brilho.
ficas agora a pensar se é nesse autocarro que vais. e digo-te que não.
a estrada é pelo caminho mais curto onde as mãos são carvão de lápis
a descobrir permanências. não penses que é nesse autocarro que vais.
eu também não."

Maria Quintans
"Apoplexia da ideia"